BH Bicifest – Primeiro dia

Começou hoje o BH Bicifest, e logo na abertura foi lida uma extensa carta redigida pela BH em Ciclo, realizadora do evento, que falava a que veio o BH Bicifest, assim que conseguir o PDF forneço o link para que todos possam ler na íntegra.

Infelizmente não pude acompanhar toda a programação de hoje, cobri basicamente a abertura e as duas mesas que tiveram na parte da manhã. A primeira composta por Carlos Edward – BH em Ciclo, o vice-prefeito eleito Paulo Lamac, Eveline Trevinan – BH Trans e Juliana Afonso – #D1Passo.

Juliana Afonso - Paulo Lamac - Eveline Trevinan - Carlos Edward
Juliana Afonso – Paulo Lamac – Eveline Trevinan – Carlos Edward

A segunda mesa foi composta pelo vereador eleito em 2016 Gabriel Azevedo, Adriano Ventura – vereador em exercício, Cida Falabella vereadora eleita em 2016 e Débora Vieira – Movimento Nossa BH.

Gabriel Azevedo - Cida Falabella - Débora Vieira - Adriano Ventura
Gabriel Azevedo – Cida Falabella – Débora Vieira – Adriano Ventura

Difícil resumir tudo que essa galera falou, mas tentarei.

A primeira coisa que posso dizer é que tem mais coisa sendo feita e planejada do que eu imaginava, escutei coisas boas e animadoras e outras que dão um pouco de tristeza, mas nada irremediável. Tentarei pontuar de forma simples e objetiva o que rolou.

 – Foi muito bom escutar de uma representante da BH Trans que a falta de um ciclovia na obra da Antônio Carlos e Pedro I foi uma “comida de mosca” da parte deles. Foi bom escutar isso porque até então acreditava que eles simplesmente não quiseram colocar uma ciclovia lá, que tinham ignorado os ciclistas da cidade, mas não foi isso que aconteceu. A notícia boa é que já fizeram um estudo de viabilidade e há espaço para inserir nos corredores do MOV uma ciclovia em cada sentido. Claro, isso não vai ser feito da noite para o dia. Claro, isso poderia ter sido feito na obra inicial. E o mais importante, tem gente olhando e tentando reparar esse “descuido”

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– Escutei também da representante da BH Trans no evento, Eveline Trevinan, que exitem projetos prontos para a criação zonas de de trânsito de baixa velocidade na capital, regiões nas quais os carros poderão circular com velocidade máxima de 30 Km/h. Diminuir a velocidade dos veículos motorizados é sem dúvida uma medida que aumenta a segurança das pessoas que optam pelo transporte ativo. Além da redução da velocidade os quarteirões de trânsito a baixa velocidade receberão uma sinalização que deixará claro para todos que aquela é uma região onde trafegam pessoas que utilizam transporte ativo.

– Escutei do vereador eleito em 2016, Gabriel Azevedo, uma coisa instigante, que as leis são feitas para “pavimentar” os desejos da sociedade, e isso me preocupou – veja o próximo item e descubra o motivo.

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– Vereadores em exercício e membros da BH Trans foram quase unânimes em afirmar que a esmagadora maioria da população que irá receber uma ciclovia na rua em que moram ou trabalham é CONTRA sua implantação. Sim, nos não somos a maioria, não somos o anseio da sociedade e enquanto assim permanecer as pessoas que são conta continuarão conseguindo fazer o legislativo “pavimentar” suas ideias.

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– Escutei que a atual gestão da PBH em seus 8 anos de gestão não cumpriu sua meta de incremento cicloviário em Belo Horizonte, e recebeu da BH em Ciclo uma carta aberta que cobrava providências.

– Quando questionado por um dos participantes se a nova gestão da PBH, que assumirá em 2017, irá cumprir a meta de expansão cicloviária da atual gestão, o vice prefeito eleito Paulo Lamac foi evasivo como um bom político deve ser, não se comprometeu.

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– Foi ruim saber como a câmara dos vereadores vem operando quando querem aprovar ou rejeitar algum projeto de lei que só convém a classe política.

– Muito legal saber da existência dos GT’s Pedala BH – Um grupo de trabalho aberto, de caráter consultivo, sem líderes, que une sociedade e poder público com o objetivo único de discutir o uso da bicicleta em Belo Horizonte. Todo cidadão pode participar sem a necessidade de inscrição prévia. As reuniões acontecem toda primeira quarta feira de cada mês as 18:00 horas na Rua da Bahia, 888 – segundo andar.

Posso afirmar que tem muita gente legal e capacitada olhando não só pela bike em BH, mas por todas as formas de transporte ativo que a cidade vem pedindo para desafogar esse trânsito caótico.

Muita coisa boa está por vir, mas uma há um triste fato, ainda somos poucos, ainda temos muitos comerciantes e cidadão que acreditam que somos um estorvo na cidade. Sei que temos muitos direitos, mas nenhum deles impede que nos machuquemos quando um carro resolve bater na gente.

Meu apelo a todos os ciclistas é sempre o mesmo, seja gentil com TODOS, mostre que você é um ciclista, se for à padaria comprar pão, vá de bike, se for ao mercado, vá de bike, se for ao banco, vá de bike, se uma loja lhe oferece um paraciclo dê preferência para essa loja, se um shopping lhe oferece uma estrutura para bikes, frequente mais esse lugar.

Mostre sempre que você, que usa a bike para seus deslocamentos diários, é um cidadão que pode gerar benefícios assim como aqueles que usam o carro. O ideal é que a padaria, a farmácia, o banco, o varejão e todos os lugares que você costuma ir de bike sinta a necessidade de oferecer benefícios aos usuários de bicicleta e não que sejam cobrados em relação a isso, todos tipo de cobrança e imposição gera desgaste em qualquer relação.

Se possível, faça parte de algum grupo que fale sobre ciclismo, pude ver que existem grupos já formados que atendem a todos os anseios. Grupos mais radicais, mais moderados, politizados, não politizados, tem aqueles que só querem marcar pedais pela cidade e muitos outros, é só escolher o que mais lhe agrada, não precisa criar um novo grupo!

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USE A BIKE E SEJA SIMPÁTICO SEMPRE!!!!

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